[Crítica] Uma Segunda Chance (2026)
Maldito pombo!




“Uma Segunda Chance” é um livro da autora norte-americana Colleen Hoover, escritora de outras obras famosas como É Assim que Acaba e É Assim que Começa. O livro foi adaptado recentemente para filme pela diretora Vanessa Caswill e conta a história de Kenna, uma jovem mulher que saiu da prisão recentemente e decide recomeçar sua vida do zero para, no futuro, ter a chance de conhecer sua filha. Ela sofre muito pela perda do seu ex-namorado, Scott, que constantemente assombra a narrativa, tanto na perspectiva de Kenna quanto na perspectiva de Ledger, ex-melhor amigo de Scott.
A narrativa por si só tem um ar pesado, como se carregássemos também a dor da perda de Scott. Tudo nela traz um ar melancólico, frio e meio cortante. A história faz parecer que apenas nós nos compadecemos com Kenna, já que as outras pessoas não entendem o lado dela da história. Além disso, também nos faz refletir sobre a vida que pessoas recém-saídas da prisão enfrentam após cumprirem sua pena, principalmente alguém que nem teve tempo de conhecer a própria filha.
Para uma adaptação de um romance dramático, o filme está realmente de parabéns. O drama trazido por Vanessa Caswill conseguiu me conquistar. Mesmo que, às vezes, a maioria dos filmes desse gênero seja meio clichê, esse não me pareceu tão óbvio assim, pois a trama carrega uma melancolia inexplicável.
Minha crítica, de fato, vai para o time-skip (salto temporal). Mesmo sabendo que o filme tem apenas 1 hora e 54 minutos, notei que os acontecimentos ocorrem em um salto de tempo muito rápido. Em um momento ela está fora da prisão procurando uma nova vida, e em outro já está se relacionando com Ledger. Acho que poderiam ter desenvolvido melhor a trama. Para finalizar, eu gostei do filme, mesmo não sendo um tipo de conteúdo que eu normalmente consumo, ele conseguiu me agradar.



